Conhece os vencedores do Prémio Guarda-Rios 2018


O público votou, está decidido! Foram contabilizados 1219 votos no site criado para a participação online.

Além disso, o GEOTA indicou também 2 premiados e 2 menções.

 

E os vencedores são…


Nomeados pelo público:

Prémio Guarda-Rios

LPN – Liga para a Proteção da Natureza

A LPN – Liga para a Protecção da Natureza é uma Organização Não-Governamental de Ambiente (ONGA), de âmbito nacional, que tem como missão contribuir para a Conservação da Natureza e para a defesa do Ambiente numa perspetiva de desenvolvimento sustentável, que assegure a qualidade de vida às gerações presentes e vindouras.
Ao longo dos seus já 70 anos de existência, a manutenção da função ecológica e social dos cursos de água tem sido para a LPN uma prioridade ao nível de governança e de ações concretas de conservação, com vista à preservação da biodiversidade e serviços destes ecossistemas.
Um esforço concretizado, entre outros, através da implementação no terreno do LIFE Saramugo, um projeto iniciado em 2014 que é financiado pelo Programa LIFE da Comissão Europeia e que conta com a parceria da UÉvora, do ICNF e da Aqualogus. Este projeto é uma oportunidade para promover a conservação das populações de saramugo e seu habitat, invertendo a tendência de pré-extinção que se está a verificar na bacia nacional do rio Guadiana.
Para mais informação, podem visitar:
www.lifesaramugo.lpn.pt

 

Prémio Guarda-Rios de Luto

CELTEJO

CELTEJO é uma empresa de celulose situada em Vila Velha de Ródão. No contexto do Prémio Guarda-Rios, foi nomeada pelas descargas efectuadas no rio Tejo, colocando em risco fauna, flora e populações.
Para mais informação, podem visitar: https://www.publico.pt/2017/11/20/sociedade/noticia/poluicao-no-tejo-gera-queixacrime-e-denuncia-a-comissao-europeia-1793214.

 


Nomeados pelo GEOTA:

Prémio Guarda-Rios

Passadiços do Paiva

Os Passadiços do Paiva, em Arouca, são passadiços de madeira com cerca de 8,7 quilómetros, ao longo da margem esquerda do rio Paiva, na bacia hidrográfica do rio Douro.
O rio corre livre ao longo de todo o percurso, sendo uma verdadeira homenagem às águas bravas e à vida que este ecossistema proporciona.
Este passadiço pertence ao Arouca Geopark, reconhecido pela UNESCO como Património Geológico da Humanidade.
Tem-se evidenciado a nível nacional e internacional, sendo hoje um dos maiores pólos de atração turística da região.
Para mais informação, podem visitar: http://www.passadicosdopaiva.pt

 

Menção honrosa – Comunidade da Aldeia do Sistelo

A aldeia de Sistelo está incluída na Rede Natura e pertence à área classificada pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera.
Esta comunidade, com cerca de 300 habitantes, foi o decisiva na contestação à construção de uma hidro-életrica proposta para o rio Vez, que alterava para sempre uma das 7 maravilhas de Portugal.
Juntos fizeram-se ouvir através de várias manifestações e caminhadas. Criaram também páginas nas redes sociais e uma petição online que contou com 5,626 assinaturas.
Graças à população, o projeto de construção foi chumbado e Sistelo conseguiu a sua classificação como Paisagem Cultural nacional.
Para mais informação, podem visitar: http://www.aldeiasportugal.pt/sobre/4/

 

Prémio Guarda-Rios de Luto

Ministério do Ambiente

Os Ministros do Ambiente, desde o primeiro governo de Sócrates até agora, têm pautado pela transversalidade no que toca a más decisões: aprovaram, atrapalhadamente, a barragem de Foz Tua, bem como um Programa Nacional de Barragens ineficientes, caras para os contribuintes e com impactes gigantescos. A considerar são também os sucessivos avanços e recuos com os casos de poluição provenientes das indústrias de celulose. A reduzida rede de monitorização nas bacias hidrográficas. A alteração de Licenças Ambientais com Valores Limite de Emissão aumentados e desajustados à capacidade de carga dos rios. As decisões pontuais e nunca estruturantes para a melhoria do estado das massas de água. A postura complacente face à ampliação do parque de resíduos da central de Almaraz – tendo mesmo retirado a queixa à Comissão Europeia antes de ver garantidas todas as suas reivindicações. E finalmente a fraca capacidade – e vontade – de ajustar os caudais ecológicos no âmbito da Convenção de Albufeira.
Estas situações têm ocorrido com maior destaque no Tejo, sobretudo graças ao trabalho do ProTejo e a ativistas como Arlindo Marques, e por ser um rio com influência na capital, mais “reconhecido” e “acarinhado” por uma parte significativa da população.

Contudo, não são casos únicos. Um desses é a situação de poluição do Tâmega, que denunciámos este Verão e para os quais não existe solução – ou demonstração de vontade – para resolver este problema.
A atribuição baseia-se ainda na fraca prestação das autoridades nacionais na gestão dos recursos hídricos, e na sua incapacidade de tomar decisões de forma transparente e consultada. Conjuntamente com a monitorização do estado dos rios, a gestão de conflitos de usos é um passo elementar para que seja possível encontrar-se soluções que respondam às necessidades dos vários atores que dependem dos rios. Algo que os Ministros do Ambiente parecem pouco promover.

 

Menção Desonrosa – Aproveitamento hidro-elétrico da Ribeira Grande (Ilha das Flores)

A paisagem do Parque Natural da Ilha das Flores, uma das mais emblemáticas dos Açores será afetada por um projeto aprovado recentemente e cujos benefícios são teóricos. Tem por única finalidade a produção elétrica, não sendo conhecido qual a produção estimada desta central, na época em que a Ilha mais recorre a combustíveis fósseis e em que os recursos hídricos – essenciais para a energia hídrica – são escassos, nomeadamente na época de estio. O projeto tem sido alvo de grande contestação na ilha, mas não foi ainda noticiado nos meios de comunicação nacionais.
A informação disponibilizada é escassa e, apesar dos vários pareceres negativos recebidos em sede de consulta pública – entre eles o GEOTA -, a obra acabará por avançar a não ser que algo de maior peso coloque o dedo na ferida.


Organização:

Financiamento:

 

  • Miguel Bento Lopes

    Os Passadiços do Paiva como prémio Guarda-Rios ??? Só se for como Mata-Rios…basta ver os incendios que já lá ocorreram desde a inauguração e todos os detritos e entulho que foram mandados para o rio e que tiveram que ser de lá tirados. Para não falar do lixo que os turistas de passadiço já por lá devem ter deixado. Bom seguramente só para os restaurantes da zona e para os profissionais das excursões. O que vale é que cedo devem voltar a arder e aí já não deve haver capacidade ou vontade para reconstruir. O Paiva era selvagem e devia continuar selvagem.

    • Inês David

      A equipa Rios Livres do GEOTA considera que os Passadiços do Paiva permitiram dar a conhecer ao público em geral um rio livre (ou seja, sem alterações hidromorfológicas no trecho em causa), valorizando-os como elemento paisagístico e potenciando o desenvolvimento económico da região. Esse desenvolvimento traz impactes negativos, também sobre o rio, que devem ser mitigados. Contudo, são impactes que não são irreversíveis, ao contrário da construção de barragens. O Paiva continua, nesta zona, a ser um rio livre, ou seja, sem alterações à morfologia do seu leito.

  • Luis De Castro Ribeiro

    Falta o nosso Presidente da República que se manifesta sobre tudo e vai a todo o lado, mas dos crimes ambientais cometidos no rio Tejo, nem palavras nem presença!
    Porque será?

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