Tâmega


[:pt]Com 145 quilómetros de comprimento, o rio Tâmega é mais um dos afluentes internacionais do rio Douro. Nasce em Espanha, na Serra de San Mamede, Galiza, e desagua em Entre-os-Rios. Imagem de marca de cidades como Chaves, a montante, ou Amarante, a jusante, o rio corre o risco de se tornar um conjunto de lagoas de água parada.

A Cascata do Tâmega, como é conhecida, prevê um total de cinco (5) barragens em todo o curso do rio: onde termina uma  albufeira nascerá o paredão de outra. Conheça as características e localizações aqui.

O começou  projeto começou a ganhar forma nos anos 80, com a construção da Barragem de Torrão, em Marco de Canaveses. As consequências são hoje evidentes: a albufeira transforma-se frequentemente num imenso lago de algas e lodo devido à má qualidade da água e ao seu estado de eutrofização.

No lançamento do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) previa-se  a continuação da Cascata do Tâmega. Seriam construídas as barragens de Fridão, concessionada à EDP, Padroselos (no rio Beça, afluente), Gouvães, Alto Tâmega/Vidago e Daivões (nos rios Torno e Louredo, afluentes).

O empreendimento hidroelétrico de Padroselos, integrado no chamado Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), concessionadas à Iberdrola, foi chumbado pelo Ministério do Ambiente devido a uma importante colónia de mexilhão de rio do norte (Margaritifera margaritifera) presente na área.

Em abril de 2016, fruto do acordo de apoio parlamentar estabelecido entre o Partido Socialista e o Partido Ecologista “Os Verdes”, que previa “reavaliar o Plano Nacional de Barragens, nomeadamente as barragens cujas obras ainda não iniciaram, como é o caso das barragens da Cascata do Tâmega”, é anunciada primeira vez, deste 2007, uma reavaliação ao PNBEPH.

Anuncia-se o cancelamento definitivo da construção dos empreendimentos hidroelétricos de Alvito (concessionado à EDP), no rio Ocreza, e Girabolhos-Bogueira (concessionado à Endesa), no rio Mondego. Contudo, as outras barragens do SET continuam em projeto, apesar do protesto das associações de defesa do ambiente.

O contrato de concessão da barragem do Fridão, a quarta barragem no rio Tâmega, a jusante do SET, concessionada à EDP, devia ter sido assinado em Setembro de 2014. Em maio de 2015, esta obra perde o subsídio à garantia de potência, devido a atrasos no processo de licenciamento, por parte da empresa elétrica. Com a “Revisão do Programa Nacional de Barragens” o Aproveitamento Hidroelétrico de Fridão foi suspenso por três anos, até 2019. Não está, contudo, cancelado.

 

 

 

 

Há décadas que os habitantes das margens do Tâmega se manifestam contra a construção destes projetos. O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega e a Associação Cívica Pró-Tâmega têm liderado a contestação. O projeto Rios Livres GEOTA está com eles.

[:en]Com 145 quilómetros de comprimento, o rio Tâmega é mais um dos afluentes internacionais do rio Douro. Nasce em Espanha, na Serra de San Mamede, Galiza, e desagua em Entre-os-Rios. Imagem de marca de cidades como Chaves, a montante, ou Amarante, a jusante, o rio corre o risco de se tornar um conjunto de lagoas de água parada.

A Cascata do Tâmega, como é conhecida, prevê um total de cinco (5) barragens em todo o curso do rio: onde termina uma  albufeira nascerá o paredão de outra. O começou  projeto começou a ganhar forma nos anos 80, com a construção da Barragem de Torrão, em Marco de Canaveses. As consequências são hoje evidentes: a albufeira transforma-se frequentemente num imenso lago de algas e lodo devido à má qualidade da água e ao seu estado de eutrofização.

No lançamento do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH) previa-se  a continuação da Cascata do Tâmega. Seriam construídas as barragens de Fridão, concessionada à EDP, Padroselos (no rio Beça, afluente), Gouvães, Alto Tâmega/Vidago e Daivões (nos rios Torno e Louredo, afluentes).

O empreendimento hidroelétrico de Padroselos, integrado no chamado Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), concessionadas à Iberdrola, foi chumbado pelo Ministério do Ambiente devido a uma importante colónia de mexilhão de rio do norte (Margaritifera margaritifera) presente na área.

Contudo, as outras barragens do SET continuam em projeto. Foi anunciado no fim do ano passado que, em 2015, teria início a instalação de estaleiros e abertura de caminhos para começar a construção de Gouvães, Alto Tâmega/Vidago e Daivões. Na verdade, visitas ao terreno demonstram que quase nada tem avançado, embora a Iberdrola esteja já a comprar terrenos na regiões afetadas.

O contrato de concessão da barragem do Fridão, a quarta barragem no rio Tâmega, a jusante do SET, concessionada à EDP, devia ter sido assinado em Setembro de 2014, mas ainda não foi. Para já, não há uma data oficial para a obra começar.

 

Há décadas que os habitantes das margens do Tâmega se manifestam contra a construção destes projetos. O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega e a Associação Cívica Pró-Tâmega têm liderado a contestação. O projeto Rios Livres GEOTA está com eles.

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